A economia do campo precisa sobreviver. Fora Dilma!

campanha agropolitica 01Os números não mentem. É o agronegócio que está sustentando, com muita dificuldade, a economia do país. Os especialista tem um nome bonito pra isso: agroeconomia, que é essa relação do mercado com as commodities agrícolas, exportações e importações. Nós aqui, mais pé no chão, estamos preocupados com um aspecto mais básico dessa coisa de nome bonito, que é a compra e a venda do nosso produto.

A maioria dos produtores brasileiros (e até da população em geral) não tem familiaridade com esses conceitos econômicos. Ouvem as notícias, mas na verdade não entendem muito bem como um encontro político com o representante de outro país pode ter impacto na criação de galinhas, até que o mercado da cidade começa a perguntar se ele tem ovo para vender, porque a distribuidora vai demorar a entregar. Aí sim, começa a economia que o produtor rural, o agricultor, o homem do campo entende.

Com o dinheiro da venda dos ovos no mercado, compra-se alguns metros de tela para poder aumentar seu galinheiro. O dono da agropecuária (para quem não sabe, é assim que chamamos a loja que vende essas coisas) paga um rapaz para entregar e indica um ajudante para instalar a tela. Esses dois, quando recebem, levam as namoradas para comer um prensado na praça cujo dono da lanchonete comprou o ovo daquele mercado. É essa a economia que a gente entende e quer manter viva: a economia local, sustentável.

Pode parecer pouco, mas é um ciclo que mantém vivas diversas cidades e comunidades do país. São centenas de milhares de pessoas que precisam de uma economia viva, fecunda e produtiva para sobreviver. O homem do campo pode não entender os conceitos de política macroeconômica e a dinâmica do mercado internacional para o planejamento estratégico do agronegócio (apenas falando difícil), mas sabe que se alguém vende “para fora”, outro precisa vender “para dentro”. E ele, produtor, precisa de ajuda. Muita.

O produtor rural, especialmente o pequeno, precisa de crédito, segurança jurídica em suas terras, acesso às tecnologias e um ambiente que favoreça a compra e a venda. Precisa ter dinheiro circulando nas comunidades, afinal aquelas galinhas não vão se vender sozinhas.

É por isso que DEVEMOS SIM ir para a rua no dia 13 de março. Estamos aguentando estradas ruins, impostos altos, taxas de juros inaceitáveis, dificuldades em conseguir crédito. Não conseguimos pagar empréstimos, está caríssimo! E ainda assim estamos produzindo e batendo recordes, exportando sem desabastecer as prateleiras do Brasil. Nós não temos preguiça de trabalhar, afinal a lavoura e a criação não têm sábado, domingo ou feriado. Só queremos um Brasil que nos deixe tranquilos para produzir mais e melhor. Que nos deixe em paz para vivermos do jeito que sabemos: plantando e colhendo.

O governo que aí está não apenas tem abusado da nossa capacidade, como deixa sobre nossas costas a responsabilidade de o nosso povo ter comida. E quando subimos os preços, porque para nós tudo também fica caro, botam a culpa em nós! Nós não temos culpa.

Basta! Queremos #MaisAgroMenosDilma!

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Uma resposta para “A economia do campo precisa sobreviver. Fora Dilma!

  1. Os produtores rurais brasileiros querem e merecem todo o nosso respeito. Chega de ficar sob uma constante ameaça do MST, INCRA, Funai, Ibama, demarcação de terras indígenas e quilombolas. Quem produz alimentos e riquezas devem ser tratados com maior dignidade.

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