FUNRURAL: A falência do Brasil e a felicidade de poucos

O agro brasileiro tem um pé no futuro e outro no passado. A gente se esforça para mostrar o lado moderno, para dizer que é tech e é pop, mas vez por outra a tosqueira emerge feito um berne maduro. Eis que um grupo de produtores rurais de diversos estados se prepara para realizar uma manifestação em Brasília. Lula, Marina e toda sorte de gente que torce contra o nosso setor e contra reformas que o Brasil precisa deve estar muito feliz. Quanto pior para os produtores, para o governo que, afinal, nós queríamos que tomasse as rédeas depois do desastre que foi a Dilma, e para o país, melhor para esquerda que historicamente nos odeia.

Os produtores estão revoltados contra a decisão do STF que considerou constitucional a cobrança do Funrural sobre a receita bruta da atividade. Vejam como são as coisas: a decisão foi do STF e a lei que rege o Funrural foi relatada por Katia Abreu quando ainda era a esperança do agro. O que diabos o governo Michel Temer tem a ver com isso?

Michel Temer, para falar a verdade, tem a solução, pois tem diálogo com o setor. Mas o agro xucro, que nunca veio a Brasília contra o Lula ou coisa que o valha, vai fazer uma grande manifestação em Brasília para enfraquecer politicamente a pessoa que pode resolver o problema! Na minha opinião isso vai além da burrice.

Mas Michel Temer é responsável pela insatisfação do agro e que não vem do Funrural, é anterior. E que é mais relevante. Produtores rurais de diversas regiões do país estão indignados, desabafando uns com os outros, com a presença de Sarney Filho no Ministério do Meio Ambiente. Ninguém esqueceu que ele entregou os dados do Cadastro Ambiental Rural às ONGs ambientalistas.

O setor continua sendo admoestado pelos inimigos reais que ainda infestam os escalões inferiores da República. O Ibama continua abusando de sua autoridade ambientalista nos quatro cantos desse país, assim como o ICMBio e a Funai. Somou-se se a isso o Funrural e a coisa transbordou. Mas o alvo da “bronca” com o Funrural está distorcido.

São pautas legítimas. Se o agro viesse a Brasília contra a presença de Sarney Filho e suas ONGs no Governo, contra a petralhada dos escalões inferiores e a FAVOR de uma solução para o Funrural, eu, que não sou tosco, nem xucro, iria para a linha de frente das manifestações. Uma pauta como essa fortalece o setor, fortalece as relações com o governo, abre oportunidade de dialogar para RESOLVER o problema do Funrural e enfraquece a esquerda que nos odeia, os micos amestrados da Marina Silva, do MST etc.

Assim como o Brasil de maneira geral, o agro também carece de liderança. A raiva do setor está sendo canalizada por um grupo de “líderes” que, na minha opinião, não sabem nem o que querem e os que sabem não tem coragem de dizer. Uns não querem pagar o Funrural, alguns querem recolher sobre a folha, outros estão com raiva da CNA e ainda tem os advogados chave-de-cadeia que venderam liminares contra o Funrural e agora tomaram na tarraqueta.

É um bando, não é um setor. Sinceramente esse é um dos momentos mais tristes da história recente do agro. Um dos setores mais fortes do Brasil se estropiando em brigas internas acoçados por oportunistas.

Marina Silva, Lula, PT e todos os reais inimigos dos produtores devem estar bem contentes.

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